A
hipótese estudada sugere a criação em
tempo hábil do aumento da concentração
de partículas formadoras de gelo (da ordem de 20 por
litro de ar) na faixa quilométrico inferior, que no
início da convecção intensa dirigem-se
para cima, impulsionadas pelas correntes de ascensão
, juntamente com o vapor de água, responsável
pela formação de novas nuvens e pela alimentação
das já existentes. No ambiente de temperaturas negativas
as partículas artificiais formadoras de gelo, juntamente
com as naturais, tomam parte no processo de formação
de granizo. Devido à concentração elevada
destas partículas forma-se uma maior quantidade de
granizo com menores dimensões que se dissolvem ao passarem
nas camadas atmosféricas de temperaturas positivas
ou diminuem substancialmente suas dimensões, evitando
desta maneira a incidência de granizo forte. Alem disso,
a queda antecipada dessa quantidade de água, força
a corrente de ascensão a diminuir, podendo assim diminuir
os parâmetros das nuvens, pois o que alimenta a nuvem
de calor e umidade, é transportado pela corrente ascendente.
O referido método, diferente de outros, sugere a presença
de partículas artificiais formadoras de gelo a partir
do início do processo de formação das
nuvens.
As partículas formadoras de gelo, formam-se pela queima
do iodeto de prata (AgI) através da queima da acetona.
A dosagem necessária para termos a quantidade ideal
de núcleos congelantes, para que tenhamos resultados
positivos no combate ao granizo, atinge-se através
da concentração da solução e características
técnicas do gerador.
A eficiência econômica da defesa anti-granizo
na França, calcula-se pela avaliação
dos pagamentos de seguro dos prejuízos provocados pelo
granizo no território sob proteção e
arredores. Também foi feita uma avaliação
da incidência de granizo antes e depois da instalação
do sistema. Em média a eficiência econômica
do sistema fica ao redor de 50%. Sendo alcançados com
um mínimo de recursos humanos, técnicos e financeiros.